Quinta-feira, Novembro 20, 2008

Orgulho da profissão

Indiscutivelmente, um dos maiores cases de sucesso da propaganda nacional é o do Bom Bril. Há 30 anos a empresa aposta na mesma fórmula nunca esgotada para vender sua linha de produtos: Carlinhos Moreno, um ator multifacetado, incorpora alguma personalidade em destaque na mídia do país e estampas os anúncios da marca, sempre acompanhado por um texto minúsculo, mas não menos fantástico. São sempre peças de oportunidade, que estão diretamente linkadas com algum fato relevante na política, na economia, no entretenimento mundial. Sou fã dos anúncios do Bom Bril, sou fã do Carlinhos Moreno e sou mais fã ainda da WBrasil e do Washington Olivetto, a cabeça responsável por essa doidera toda.
Essa semana abri uma revista e dei de cara com “a última da Bom Bril”. Achei genial. Fantástico. Simples e ao mesmo tempo sofisticadíssimo pelos recursos que devem ter sido empregados para a composição da peça. Divido com vocês o anúncio da Bombril e um texto do Olivetto falando sobre ele. Nessas horas é que dá orgulho de ser publicitária.



Carlinhos Moreno é um grande ator. Sua incrível capacidade de ser vários sem nunca deixar de ser ele mesmo é que permite que a gente mantenha a publicidade da Bom Bril há 30 anos no ar. E sempre com o mesmo frescor e vitalidade, numa estratégia que mistura a persuasão da propaganda com a atualidade do jornalismo.

Semana passada, seguindo à risca essa filosofia, fizemos o Carlinhos Moreno de Barack Obama. A maquiagem para a foto demorou quatro horas, mas, sem o talento do Carlinhos, que incorporou a postura, a expressão e o gestual do novo presidente norte-americano em segundos, jamais teríamos um produto final tão divertido e convincente.

Washington Olivetto

Não esqueçam: enviem comentários para luanova8002@hotmail.com

Terça-feira, Novembro 18, 2008

Eclipse da Lua

Pois é, andei sumida daqui por um tempo. A vida anda muito corrida, ando muito cansada, sem o menor saco para computador depois do horário laboral.
Mas estou de volta, só que sem assunto.
Então deixarei vocês na companhia do Xico Sá, meu escritor preferido. Leiam. Releiam. Acessem o blogo do cara. Comprem os livros.
Ah! Uma coisa importante: os comentários aqui não estão funcionando por motivos de força maior e meus conhecimentos de informática são limitados. Portanto, pra seguir exercendo a democracia, criei um endereço de e-mail especial para receber os comentários de quem vem aqui. Não se acanhem e mandem suas opiniões para luanova8002@hotmail.com Não me abandonem!!!!!!!!! E se possível, escrevam na campo "subject" o título do post a ser comentado.

DO AMOR E DOS SEUS PRONUNCIAMENTOS
Xico Sá - direto daqui

Amigo, se você é do tipo que diz “eu te amo” de uma forma, digamos assim, precoce e irresponsável, na afoiteza das primeiras e belas noites na alcova, como já tanto o fez este pusilânime cronista, prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar, digo, “se liga”, como verbalizam os avexados mancebos da hora.

Se a gazela for safa,sábia, mal algum há em tal pronúncia, até apreciará o empolgante anúncio como uma poesia de fundo, como se uma música de Sérge Gainsbourg –Je t'aime moi non plus- estivesse tocando no quarto de motel barato àquela altura.

Pensará a moça, bem baixinho, “que doce vagabundo”. Terá sido apenas um pequeno crime, como num bolero, um “besame mucho”, um cha-cha-cha num Caribe imaginário, cortinas ao vento, lua caliente lá fora, barulho de caminhões no asfalto.

Sim, a gazela pode entender como um “eu te amo mesmo, de verdade, verdadeira, assim como Deus sobre todas as coisas”.

Que mal há nisso?

Quantos amores à vera começaram com um “eu te amo” de brincadeira?

Nesses tempos de amores líquidos, de amores ficantes, de amores-vinhetas de 15 segundos, quem saberá o que venha a ser o amor patenteado pelos deuses incas ou gregos?!

O melhor mesmo é dizer, sem medo, eu te amo, e honrá-lo pelo menos enquanto o sublime eco resistir entre aquelas abençoadas quatro paredes.

E se ela acreditar, ora, ora, manda um “eu te amo, meeeesssmmmoooo”.

Com olhinhos revirados, vamos mais fundo ainda: “Eu te amo até o fim dos tempos”.

Se ela não tá nem aí, você se vira para o piano e ordena, como no filme Casablanca, mesmo que estejam atravessando a avenida Afonso Penna em Belo Horizonte, seis horas da tarde, buzinaço, hora do ângelus: “play, again, Sam!”

E manda mais “eu te amo”, como um estribilho do vento, nas oiças da desalmada, até ela acostumar com a natureza humana do macho que veio ao mundo com um cowboy solitário que tem apenas um mantra, uma bala no coldre dos sentimentos: “eu te amo”.

Monocórdico sr. das sombras cujo cardiograma é um terremoto de “eu te amos”, como um sismógrafo nervoso a riscar o mostrador da maquininha que mede os tremores demasiadamente humanos de todos os cardiologistas particulares.

Antes um “serial lover” a dizer eu te amo como um cuco desembestado a um elíptico e silencioso cabra safado que guarda os “eu te amo” para a hora do chifre ou para a extrema-unção, como meu amigo “mucho macho” que morreu balbuciando, câmera lenta, para o padre Cristiano, lá em Santana do Cariri, muito tempo atrás: “padre, me perdoa, estou morrendo, creio, e nunca disse eu te amo!”. Donde a dúbia e indecifrável sentença guarda dúvida até hoje: “para quem seria aquele guardadíssimo eu te amo?”. Para o padre ou para o seu amor proibido?

Donde baixa um Esopo fabulador para deixar a moral da crônica: mais vale um “eu te amo” que entre por um ouvido e saia pelo outro do que um silêncio mortal de um homem que nunca se empolga e deixa a gazela achando que “eu te amo” é coisa só de novela e de filme americano.

Quarta-feira, Novembro 05, 2008

Pergunte ao Pó

Eu hoje joguei tanta coisa fora e vi o meu passado passar por mim. Cartas e fotografias, gente que foi embora. A casa fica bem melhor assim.

Aproveitando a tarde de pauta frouxa resolvi passear pelos arquivos desse blog, e reli desde o primeiro post lá em 2005 até o último, escrito numa manhã de fúria de 2008. A sensação que eu tive ao revisitar meus próprios escritos foi mesma de ver um filme que já passou: a gente nunca lembra muito bem dos detalhes, dos sentimentos que o filme nos passa, até vermos de novo. Mas mais do que essa sensação de nostalgia, de saudade, de alívio, pude constatar através de todos os textos que a minha vida evoluiu em muitos aspectos e que eu não sou mais a mesma “garotinha esperando o ônibus da escola sozinha, cansada com minhas meias ¾”.

Eu resolvi criar o Lua Nova porque naquela época estava tentando inaugurar uma nova fase da minha vida: a de mulher separada. Estava desconstruindo um casamento, fazendo obras na minha vida e em função disso, precisava de um local para depositar os “entulhos”. E o blog nasceu pra ser o meu coletor, pra ser um lugar público onde eu pudesse despejar toda uma carga emocional que eu não tava conseguindo carregar sozinha.

Nesse meio tempo tão turbulento, tão sofrido e tão solitário, houve a troca de emprego. Foi uma mudança brusca como se num dia lindo de sol e céu azul de repente viesse uma grande tormenta e inundasse tudo. Mas foi uma experiência totalmente válida e não somente porque aprendi sobre propaganda o que nunca aprendi na faculdade, mas porque aprendi a ser gente, a lidar com gente e a ter um pouco mais de auto-controle e inteligência emocional, atributos básicos pra quem pretende (sobre)viver no meio publicitário.

E quando eu percebi que a minha vida estava estagnada, estacionada, imóvel e que somente eu mesma poderia tirá-la da inércia, resolvi então terminar de fato com o meu casamento, que era algo que vinha arrastado havia 1 ano. Sempre achei que jamais seria capaz daquilo, de olhar nos olhos de alguém e dizer: eu não te amo mais. Foi duro, foi difícil, foi sofrido, mas nunca na minha vida inteira senti um alívio tão grande por ter me libertado de algo que estava me aprisionando. E eu pude experimentar de novo essa sensação ontem a tarde ao ler o post do dia derradeiro em que tudo chegou ao fim.

E eu que pensava que a minha vida estava acabada, mal sabia que na verdade ela estava mesmo era apenas começando. Nessa fase totalmente lua nova foi onde entrou uma certa pessoa e deu um novo significado pra tudo, me mostrando quem eu de fato realmente era, me ensinando que amor combina sim com liberdade, me fazendo revisitar madrugadas, me provocando sentimentos e sensações que eu nunca tinha experimentado. Aviões, desmaios, café da manhã na cama, presentes inesperados, viagens, mensagens no celular, Ben Harper, Mick Jagger, Donavon Frankenreiter .... eu nunca pensei que isso tudo pudesse me fazer tão, mas TÃO feliz.

E pela estrada à fora eu sigo o meu caminho, às vezes meio minguante, às vezes meio cheia. Mas nunca esquecendo que sempre haverá a fase de poder ser nova outra vez.

“…Now I sit with different faces in rented rooms and foreign places. All the people I was kissing some are here and some are missing in the nineteen-nineties
I never dreamt that I would get to be The creature that I always meant to be but I thought in spite of dreams You'd be sitting somewhere here with me..."

Terça-feira, Novembro 04, 2008

Dia de fúria

Bancos. Odeio todos, um por um, com todas as minhas forças. Como disse sabiamente um colega meu, bancos te emprestam um guarda-chuva quando faz sol e te tiram quando ta caindo um temporal. Verdade total e absoluta.

Até vir trabalhar na fábrica de computadores eu tinha conta em um banco só, o Banco do País. Por ser uma instituição pública, ele está presente do Oiapoque ao Chuí e em qualquer vilarejo no meio do nada há pelo menos um caixa eletrônico para saques, extratos e pagamentos. Nunca tive problemas com o Banco do País, até alguns dias atrás quando tive que entrar em contato com a Central de Atendimento por conta de um problema no meu cartão de crédito. A entidade que atende ao telefone disse: “digite o número de sua agência, o número de sua conta e a sua senha de seis dígitos”. Digitei tudo corretamente. A entidade volta e diz: “essa central é apenas para consultas. Para atendimento humano, cadastre sua senha de 4 dígitos em qualquer agência do Banco do País”. Pois é.... pra falar com um humanóide é preciso ter senha. E pra ter senha é preciso perder tempo, ir até uma agência, enfrentar uma fila, ficar sem almoço e fazer o cadastro. Achou pouco ou quer mais?

Ontem ao receber a fatura do meu cartão de crédito, que é debitada na minha conta, vi que uma compra que eu fiz 1 vez está aparecendo como se eu tivesse comprado 3 vezes. Lá foi a idiota aqui ligar pra Central de Atendimento do Banco do País. Agência digitada, conta digitada, senha digitada, tudo certinho como mandava a entidade ao outro lado da linha. A resposta? “Desculpe, por problemas técnicos sua ligação será cancelada”. E a mesma ladainha se repetiu pelas 4 vezes seguidas que eu tentei a operação. Hoje cedo tentei novamente e a maldita da senha de 4 dígitos que eu não tenho me foi solicitada, ou seja, não consigo falar com a Central de Atendimento. Resolvi então ligar pra minha agência e falar com o gerente. A resposta do outro lado da linha: você ligou para a agência inferno do Banco do País. O horário de atendimento telefônico é das 10h30 às 16h30. Ô, vida boa! Na próxima encarnação vou vir banqueira pra trabalhar pouco e ainda roubar de todo mundo.

A minha fúria é tão grande que meu corpo não para de tremer porque eu acho um absurdo essa palhaçada toda que fazem com a gente.

Voltarei para atualizá-los sobre o desfecho dessa história. Ou eu mato ou eu morro.

Sexta-feira, Outubro 31, 2008

Para refletir ou dando um tiro no próprio pé

"...Casamento é uma coisa e amor é outra, porque as pessoas se casam por amor e depois acabam se estapeando por causa de uma infiltração na cozinha..."

Trecho do dialógo entre os personagens de Wagner Moura e Letícia Sabatella no filme Romance, do diretor Guel Arraes, que estréia nos cinemas nacionais no próximo dia 14.

Sexta-feira, Outubro 24, 2008

A eterna falta do que falar

Deixei este blog abandonado por quase 11 dias desde o último post.

Faltou tempo pra escrever, isso é fato, mas estive com preguiça também e não só de cansar os dedos digitando algo minimamente interessante que justifique a leitura, mas de pensar em algo minimamente interessante para ser escrito. Sei lá, às vezes a cabeça da gente entra num modo hibernação e os pensamentos simplesmente não fluem. É como se estivéssemos dormindo acordados porque a consciência só é capaz de realizar movimentos instintivos. Ou então dá pra dizer que esse estado de hibernação dos neurônios é como quando entramos num elevador com estranhos e sempre tem aquele que fala sobre o tempo, esteja ele ensolarado ou não.

Eu poderia escrever agora sobre diversos assuntos que passeiam pela minha mente hibernativa para tentar tornar este post minimamente interessante: o encosto chamado TPM que me possuiu na semana passada, a festa de casamento no interior que eu fui, o roteiros das minhas próximas férias, a alta do dólar, a louça suja que apodrece na pia da minha cozinha porque não paro em casa, a arte de dirigir e dormir ao mesmo tempo. Mas não to afim de divagar sobre nenhum deles especificamente porque pra fazer isso preciso parar e pensar no assunto. E não disponho de tempo pra fazer isso agora. Mas posso falar só um pouquinho de uma sensação que tenho tido já há alguns dias: a vida ta bege. Perdeu a cor. Desbotou. Não sei porquê.

Á propósito, será que vai chover no final de semana?

Segunda-feira, Outubro 13, 2008

Mulher objeto

Eu vejo programas de TV bregas. Vejo mesmo e não tenho vergonha de admitir. O Super Pop da Luciana Gimenez o Estúdio Pampa são os meus preferidos no quesito quanto mais bizarro, melhor. Já comentei aqui sobre o programa da minha xará, então agora abro um espaço pra dar o meu parecer sobre o Estúdio Pampa. Mas o propósito desse post não é fazer uma crítica ao entretenimento e sim, ao papel da mulher nesse circo armado pela mídia.

Pra quem não é do Rio Grande do Sul, vou contextualizar. O programa supra citado é produzido por uma rede local com sede em Porto Alegre e pela simplicidade e mau gosto imagino que seja gravado com baixo orçamento. A atração é apresentada por 6 criaturas do sexo feminino cujos quoeficientes de inteligência somados não devem chegar ao de uma criança de 2 anos. Elas são limitadas, pra não dizer burras. Falam errado. São simplórias. E nada mais fazem do que ficar rebolando ao som de músicas pra lá de datadas, jogando os cabelos de um lado pro outro como se estivessem gravando um comercial de xampu e fazendo caras e bocas. Eu sinto vergonha por elas.

Como se não bastassem as apresentadoras, o programa contava até ontem com 5 outras criaturas do sexo feminino disputando o título e o cargo de Pampa Cat. Venceu a disputa aquela que mais rebolou e que mais expôs diante das câmeras os peitos siliconados. Todas tinham silicone nos seios. T-O-D-A-S. E quando perguntadas sobre o que faziam quando não estavam gravando o Estúdio Pampa, mostravam em cadeia regional que um cérebro não serve pra nada sem um belo par de peitos turbinados. Todas responderam que malhavam muito, cuidavam da alimentação e iam ao salão. T-O-D-A-S. A vida delas se resume à estética, aos seus próprios umbigos com seus piercings pendurados. Que pobreza de espírito, meu Deus do céu!

Daí que vendo aquele show de horrores e bizarrice sem tamanho, fiquei pensando que as mulheres lutaram tanto pra conquistar a liberdade e morreram na praia, de biquíni fio dental e próteses mamárias. Porque hoje em dia, ao ligar à televisão ou acessar um portal de notícias na internet, o que mais se vê são mulheres expondo seus corpos, ao invés da sua inteligência. Por que??? Pra que??? A resposta é simples ao mesmo tempo que é triste: por dinheiro. Ou vai me dizer que alguém anda, em plena avenida Paulista, no meio da tarde de um dia qualquer, de peitos de fora, por que acha legal??? Ou vai me dizer que alguém se diz virgem, faz um filme pornô e depois diz que perdeu a virgindade porque achou que o ator com quem contracenava era o grande amor da sua vida? Ou então vai me dizer que alguém se deixa chamar de mulher melancia, mulher jaca ou mulher maçã porque acha fofinho o apelido? Não, não. Essas mulheres só se submetem à isso por dinheiro, como se essa fosse a única forma de ganhá-lo.

Por alguns momentos vendo tudo isso eu fico com vergonha de ser mulher, porque ser mulher significa ser objeto e nada mais. Viramos bonecas infláveis. Mas ao mesmo tempo, vejo que existem tantas outras mulheres que fazem jus ao incêndio dos sutiãs e não se submetem à esse sistema, pelo contrário, põem a cara lavada à tapa e provam que dá sim, pra ter peitos e neurônios ao mesmo tempo.

Pra essas pobres coitadas que precisam se promover às custas de tanta baixaria e vulgaridade, eu gostaria de dizer uma coisa:fiquem em casa cuidando dos maridos, batendo bolo e ajudando as crianças na lição da escola. É mais digno e menos humilhante. Pra vocês e pro resto das mulheres.

Sábado, Outubro 04, 2008

Preciso compartilhar esse texto com as pessoas que vem aqui me ler, especialmente com as paranóicas e com as inseguras.
É uma obra prima e eu invejo o dom dessas pessoas que sabem escrever desse jeito, simples e objetivo.

O fantasma da traição
Por Leila Ferreira, do blog Nós, Mulheres


Olá, meninas. Hoje vou deixar aqui duas frases ótimas que eu ouvi, pra vocês se divertirem e, se for o caso, refletir no fim de semana. A primeira quem me disse foi uma professora de Rondônia que conheci há poucos dias em Cuiabá. A gente estava conversando sobre homens, casamento e infidelidade (uma pauta bem original entre as mulheres...) e ela me contou que foi traída pelo marido, comeu o pão que o diabo amassou, mas resolveu perdoar e hoje vivem felizes. Pergunto como conseguiu superar a mágoa. A professora, simpaticíssima e super alto astral, diz que chegou à conclusão que valia a pena preservar o casamento porque os dois são ótimos companheiros, se ajudam, se entendem, enfim, vivem bem de verdade. E agora, pergunto, consegue confiar nele? Do alto de sua experiência, a professora faz uma pausa, respira fundo e depois diz apenas, em tom resignado: “De duas coisas a mulher nunca vai se livrar: a morte e o chifre”. A resposta, ainda que genérica, está dada.

A outra frase quem me disse foi uma senhora de mais de 80 anos, campeã de natação e viúva, que eu entrevistei quando era repórter em Belo Horizonte. Como ela era animadíssima, gostava de dançar e passear, perguntei se não tinha vontade de se casar outra vez. Ouvi um “não” categórico, seguido da explicação: “Estou muito bem assim. Casar pra quê? Pra sofrer? A viúva vive tranqüila, porque é a única mulher que sabe onde o marido está”.

Enfim, amigas, as frases da viúva e da professora, no final das contas, querem dizer a mesma coisa: nossa sorte está traçada. Homem fiel, tamanduá-bandeira e mico-leão dourado fazem parte da mesma categoria. Com um agravante: o homem fiel o Ibama não faz nada pra preservar. Já sei: vocês vão dizer que as mulheres também estão “traindo”, e sempre tenho vontade de escrever o verbo “trair” entre aspas. Mas a gente não precisa recorrer às estatísticas pra saber que a prática ainda é bem menor entre nós. Questão de tempo? Não sei. Sei apenas que, por enquanto, nossa chance de estar do outro lado da traição ainda é maior. O que me sugere algumas perguntas: vale a pena a gente esquentar a cabeça? Vale a pena a gente se torturar de ciúmes? Adianta tentar “vigiar” o que eles estão fazendo ou onde estão indo? Adianta procurar chifre em cabeça de cavalo – com grandes chances de encontrar?

Hoje fiquei pensando em quanta energia já gastei com o tal do ciúme – e ainda gasto, claro. Dava pra alimentar uma usina hidrelétrica e iluminar algumas cidades. Isso fez com que eu deixasse de ser traída? Nunca! Continuo sendo? Não sei. Mas quero aprender a parar de procurar os sinais. Assombração sabe pra quem aparece e eu nunca soube de assombração que aparecesse na praia ao meio-dia, numa sessão de cinema, numa viagem prazerosa ou na balada. Aparece quando a gente está sozinha, nos cantos, pensando, telefonando, tentando seguir os passos do outro, que escorrega feito alma penada. Enquanto a gente se diverte, ou enquanto a gente vive e deixa viver, os fantasmas da traição nos dão trégua. É o mínimo que a gente merece. E é dessa cota de leveza, ainda que modesta, que eu quero desfrutar.

Sexta-feira, Outubro 03, 2008

Santa ignorância

Papa reitera condenação da Igreja à anticoncepção

O Papa Bento XVI reiterou nesta sexta-feira a condenação da Igreja Católica à anticoncepção, por ocasião dos 40 anos da polêmica encíclica "Humanae vitae" de Paulo VI sobre o tema, que fechou a porta a qualquer evolução.
"Excluir a possibilidade de dar a vida por meio de uma ação destinada a impedir a procriação significa negar a verdade íntima do amor conjugal", afirma o Papa em uma mensagem dirigida aos participanes de um colóquio sobre a "Humanae Vitae" e publicada pelo serviço de imprensa do Vaticano.

O único método contraceptivo admitido pela Igreja Católica, quando o casal passa por "circunstâncias graves" que justificam atrasar os nascimentos é "a observação dos ritmos naturais da fertilidade da mulher" (ou seja a abstinência no período de fertilidade), acrescenta o Sumo Pontífice.

A encíclica "Humanae vitae" provocou em 1968 um terremoto na Igreja Católica e causou o afastamento de muitos fiéis de uma instituição que para eles não levava em consideração as realidades da vida.
Fonte: Terra

Numa hora dessas, lendo essa atrocidade, eu pergunto: por onde será que anda Osama Bin Laden???? Dois aviões carregados de terroristas lançados contra a sede master da Igreja Católica onde reside este senhor Bento XVI, seria providencial no momento.



Segunda-feira, Setembro 29, 2008

Colcha de retalhos

Tenho conta em dois bancos diferentes. Não por escolha própria porque se dependesse de mim não teria conta em banco nenhum, mas porque a empresa onde trabalho só efetua os pagamentos em um determinado banco privado e fui obrigada a abrir uma conta.
Semana passada tentei transferir via DOC dinheiro de um banco para o outro e por algum motivo que eu desconheço, o DOC voltou. Liguei pra Central de Atendimento cuja mensagem inicial era bem clara: este telefone é apenas para consultas, para movimentações financeiras e atendimento humano, você deve cadastrar uma senha de 4 dígitos em qualquer agência bancária. É piada, né???? Não, infelizmente aquilo não era uma pegadinha e resumindo a ópera, não consegui saber o que tinha acontecido com o meu dinheiro porque não possuo a tal senha de 4 dígitos pra falar com um ser humano que me explique. Tive que esperar até às 10h30 de hoje pra ligar pra minha agência e falar com o meu gerente pra entender o que estava acontecendo.
Isso é o fim da várzea, um absurdo, algo inaceitável! Graças a Deus que o barbudo analfabeto que preside esse país fez alguma coisa que preste e aprovou uma lei que vai acabar com essa palhaçada nos call centers públicos a partir do ano que vem. A primeira opção terá que ser atendimento humano e sem essa papagaiada de senha.

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Zona do Crime. Anotem esse título, corram até a locadora mais próxima e aluguem esse filme. É um soco na boca do estômago, uma realidade nua e crua do sistema de bolha em que vivemos. Assistam porque vale a pena.

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A grande concentração de peruas, tigres e veados no mesmo espaço transformaram o Donna Fashion Iguatemi no maior zoológico de Porto Alegre. Todo ano é sempre igual, são as mesmas pessoas que freqüentam, são as mesmas lojas que desfilam suas coleções, são as mesmas celebridades, o mesmo casting, a mesma decoração, a mesma degradação. Pra vocês terem uma idéia de que aquilo não passa de uma casca, os banheiros eram químicos. Era engraçado ver aquele monte de gente fresca tendo que fazer xixi naquelas casinhas azuis, fedorentas e escuras.
O motivo pelo qual eu adoro ir no Donna Fashion é pra ver a futilidade em sua forma mais exacerbada, é pra ver aquele monte de gente sem noção interpretando personagens pra tentar ser alvo de algum flash e conquistar seus 15 segundos de fama. As pessoas se produzem pra ir no evento, elas tentam ser fashion, estar dentro das tendências, pra que todo mundo saiba que ela segue a moda. E não existe nada pior e mais sem personalidade do que alguém que segue a moda. Quanta falta de originalidade!

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Vendo e lendo sobre os desfiles, concluí que vou passar mais um verão sem conseguir comprar sandálias. Isso porque a moda agora é do estilo gladiador, que são aquelas sandálias cheias de tiras e amarradas aos pés. É só isso o que se encontra nas lojas. Esqueça os sapatos limpinhos, básicos, clássicos. Agora quanto mais tira tiver, melhor. Nada, eu disse N-A-D-A, pode ser mais horrendo do que essas sandálias gladiadoras. Não combina com ninguém: nem com altas, muito menos com baixas, nem com magras e muito menos com gordas. Nem a Gisele Bundchen se salva se estiver usando um par daquelas sandálias nos pés.

Sexta-feira, Setembro 26, 2008

A arca de Noé

Tempos atrás estava dirigindo meu carro no final do dia, indo pra academia depois de ter trabalhado horas à fio, quando, parada num congestionamento, vejo uma aranha consideravelmente grande caminhando sobre o para-brisa. Gelei. Meu corpo todo parou por uma fração de segundos tamanho o pavor que me deu. A aranha era daquelas cabeludas, com patas grossas e que a gente só conhece porque assiste a Hora Selvagem, do Discovery Channel. Levei um susto tão grande que não consegui na hora saber se ela estava caminhando pelo lado de dentro ou de fora do carro, e não fui capaz de acionar a água e o limpador de para-brisa pra tirar ela dali. Passados alguns segundos, o bicho começou a caminhar e pelas minhas contas, foi pra cima do capô do carro. Óbvio que eu jamais conseguiria descer tranquilamente do carro sabendo que uma aranha do Discovery estava em cima dele, e resolvi parar num posto de gasolina pra pedir ajuda de alguém do sexo masculino pra tirar a aranha dali. Abri uma frestinha do vidro e falei pro frentista: “Moço, tem uma aranha enorme em cima do meu carro, tu podes, por favor, tirar ela daí pra mim?” Claro que quando ouviu isso o cara colocou na cara aquele riso debochado e nisso já apareceram mais uns 2 frentistas pra saber o que tava pegando. O cara olhou em cima do capô e disse rindo: “Moça, não tem nada aqui. Ela deve ter voado com o movimento do carro.” Eu falei: “Moço, por favor, te certifica de que ela realmente NÃO está aí. Eu não posso dormir no carro, preciso descer em segurança”. Ele respondeu, às gargalhadas: “Pode ir tranqüila, não tem aranha nenhuma”. Nisso, ele me olhava e ria da minha cara como se eu fosse uma louca alucinando. Ok, resolvi ir embora. Passados vários dias desse episódio medonho, fui ao supermercado e ao abrir o porta-malas pra colocar as compras, dou de cara com a maldita aranha. Ou seja, ela sempre esteve lá, residindo dentro do meu carro, mas consegui que uma santa alma caridosa e corajosa tirasse ela dali.

Pois ontem a noite meu carro estava estacionado no prédio do meu terapeuta e quando entrei pra ir embora, olho no canto direito do painel, nos buracos da ventilação, e vejo um bicho meio dentro, meio fora. Como estava um pouco escuro e o inseto me pareceu inofensivo, arranquei o carro e fui embora. Meia quadra depois, eis que sai de dentro do buraco da ventilação nada mais nada menos do que UMA BARATA. Parêntesis: quem me conhece bem sabe que eu tenho duas grandes fobias na vida: viajar de avião, que progredi e consegui superar, e baratas, que só de ouvir o nome já fico dura de pânico. Fecha parêntesis. Não tive a menor dúvida, desliguei o carro e parei no meio da rua. Pra minha sorte havia uma mercearia próxima e tive que pagar o mico de implorar pro cara que atendia que fosse até meu carro e tirasse aquele bicho de lá. Óbvio que na hora que o cara ouviu o meu apelo desesperado ele caiu na gargalhada e nisso, vários porteiros de prédios das redondezas se aglomeraram na volta do meu carro pra saber o que estava acontecendo. E quando eu dizia, totalmente em pânico, que tinha uma barata dentro do carro, os caras davam risada. O homem da mercearia tirou a barata, mas eu fiz ele revistar todo o carro de lanterna em punho pra ter certeza de que aquele bicho não estava lá. Eu sou capaz de matar um ser humano, mas não tenho capacidade pra matar uma barata. Fui embora tremendo de medo e pavor de que a barata aparecesse, mas graças a Deus cheguei em casa ilesa. Mas antes, passei no maior zoológico de Porto Alegre: o Donna Fashion Iguatemi. Se eu tiver tempo e saco, faço mais um post comentando o evento.

Quarta-feira, Setembro 17, 2008

As curvas da Boa Esperança

Aula de ginástica numa academia de Porto Alegre. 7 horas da noite, um dia inteiro de trabalho árduo deixado para trás. Numa sala, 20 mulheres com média de 30 anos suam a camiseta na tentativa de chegarem perto da boa forma da Juliana Paes ou da Gisele Bundchen. E dá-lhe peso nas caneleiras e mais alguns nos alteres pra poder usar biquíni no verão.
E mesmo arrebentando os músculos fazendo força, o papo rola solto dentro da sala e os assuntos são sempre os mesmos: o shape perfeitamente esculpido das atrizes globais e homens. E hoje na categoria sexo masculino o papo era ciúme. Uma menina que não deve ter mais do que 23 anos e nenhum vestígio de gordura no corpo, diz que procura nas coisas do namorado qualquer sinal de traição. Revira os arquivos no computador dele, vasculha o Orkut, acessa as mensagens do celular. Ela busca incessantemente uma pista de que está sendo traída e ela está certa de que vai encontrar um dia. Mesmo que o namorado dela se chame Plauto.
Ai, ai, ai, pobrezinha, foi a única coisa que eu consegui pensar enquanto ouvia o relato da investigação sherlockiana que ela faz nas coisas do mancebo. Será que dá pra ser feliz assim numa relação, catando pêlo em ovo o tempo inteiro? I don’t think so.
Quando estava prestes a dar a minha opinião de que achava o comportamento dela inaceitável, infantil e estúpido, me dei conta de que ela só tem 20 e poucos anos e que esse tipo de atitude até passa pra quem está ainda nessa faixa etária. E foi ali, levantando 4 quilos nas pernas, que eu me dei conta de como é bom ter 30 anos, embora tenha muita mulher nessa idade que ainda exiba comportamentos doentios como o da menina de 20.
Aos 30 anos a gente já aprendeu que ter ciúme faz parte do jogo do amor, desde que seja usado com moderação.
Aos 30 anos a gente tem uma carreira profissional em ascensão e não tem tempo pra ficar perdendo pensando em besteiras.
Aos 30 anos a gente já tem uma vaga idéia do que quer da vida e não gasta energia com aquilo que ta fora do nosso escopo.
Aos 30 anos a gente pode até não ter mais o corpo tão em forma como antes, mas tem a cabeça malhada pelas lições que aprendeu nos pelo menos últimos 15 anos.
Pensei nisso tudo enquanto a pobre jovenzinha seguia falando da sua relação e vi o quanto sou feliz com as minhas convicções. Não trocaria as minhas poucas, mas úteis, experiências de vida como mulher de 30 anos, pelo corpinho sarado, mas oco, daquela menininha de 20 e poucos.


Acima de tudo, foco no business

É por isso que a América é a super potência e detém a supremacia econômica. Foco no negócio sempre, mesmo que ele tenha quebrado.
Olha isso:

Quer um suvenir do Lehman Brothers?
O que não falta no mercado é urubu e oportunista.

Ainda nem passaram os efeitos da quebra do Lehman Brothers e já estão sendo leiloados na internet lembranças do banco. E produtos debochados aludindo à bancarrota.

No eBay, são oferecidos bonés, canetas, xícaras, mousepads, ursos de pelúcia, camisetas, abridores, bolsas e garrafas térmicas com o logotipo do Lehman Brothers, assim como domínios da internet que se referem à falência do banco.

Também há ofeta de itens ligados à história da empresa, como imagens da casa (foto) em Rimpar, na Alemanha, ,onde viveram os irmãos Lehman antes de migrar aos Estados Unidos e fundar a empresa de secos & molhados que deu origem ao gigantesco grupo americano.

O preço de saída das lembranças é várias vezes maior do que está valendo uma ação do quarto maior banco de investimento dos EUA

Um boné de beisebol "autêntico" do Lehman Brothers, por exemplo, está sendo oferecido com valor inicial de US$ 26, um mousepad "usado, mas em boas condições", por US$ 5,50".

IRONIAS

A CafePress, uma loja na internet especializada em venda de objetos personalizados e de merchandising, também oferece camisetas, bonés, camisas pólos e casacos que aludem à falência.

Desta forma, são vendidas nas quais pode-se ler "Acionista do Lehman trabalhará por comida" e outra que diz "Laymenoff Brothers", fazendo um jogo de palavras com o nome do banco de investimento e a palavra "despedido", em inglês (layoff).


Fonte: Blog Lurdete Ertel - Zero Hora

Terça-feira, Setembro 16, 2008

O tempo não pára

Ter tempo. Teve uma época não muito distante em que isso era tudo o que eu mais queria ter na vida. Trabalhava feito escrava numa agência, não tinha hora pra sair, varava as noites naquele escritório e nunca conseguia combinar nada com ninguém depois do expediente porque meu expediente terminava quando todo mundo já estava em casa dormindo há muito. Tudo o que eu mais queria naquela época era poder sair no horário pelo qual eu era paga pra sair – às 19h – encontrar as minhas amigas ou o meu namorado, ir pra academia ou simplesmente poder me dar o direito de chegar em casa e ficar olhando as paredes.
Pois bem, esse dia chegou e eu realizei meu sonho. Assinei minha própria lei Áurea, fugi da senzala – ops – agência, e saio do trabalho diariamente às 18h. Todos os dias. Every fucking day. Sou feliz por isso e acho um absurdo que a grande maioria das pessoas não consiga sair do trabalho na hora estipulada pra isso, seja ela às 18h ou às 22h. O fato é que agora eu tenho tempo, mas o resto do mundo trabalha e não tem tempo pra mim. Então, sigo sem poder combinar as coisas com as pessoas porque elas não conseguem se comprometer. Sair pra tomar um chopp e jogar conversa fora mesmo que às 21h, é um parto, ninguém consegue se livrar do trabalho.
O que eu posso dizer??? Duas coisas apenas: lamento muito e é a vida.

Segunda-feira, Setembro 15, 2008

Corner of the earth

Ontem fui almoçar com minha tia no Bistrô da Torta, que é um Buffet à quilo metido à besta da famosa marca portoalegrense Torta de Sorvete. Comidinha bem mais ou menos, sem nada de espetacular, sem nenhuma novidade, sem nenhuma mistura interessante. Um trivial um pouco mais elaborado que o trivial, mas nada surpreendente. Além de não ser nada de magnífico a comida estava fria. Sim, os pratos quentes estavam frios porque acho que o local não está suficientemente preparado pra manter as coisas em temperatura alta no inverno gaúcho. Atendimento normal. Tomei uma água, minha tia tomou um refrigerante, não comemos sobremesa e cada uma de nós tomou um expresso. Adivinhem o valor da conta (total pras duas pessoas): R$ 50,00??? R$ 70,00??? R$ 30,00? Não, amigos leitores, pagamos o absurdo de R$ 80,00!!!!!!!!!!!! Um assalto à mão armada pra uma comida que não valia R$ 20,00. Com R$ 80,00 duas pessoas comem até a morte na churrascaria Na Brasa, uma das melhores da cidade. Por R$ 80,00 se come um excelente e bem servido prato de massa no Puppi Baggio. Por R$ 80,00 se faz um rancho bem razoável no supermercado e se come bem vários dias da semana. Mas pagar R$ 80,00 por um Buffet meia boca e ainda por cima gelado?!?!?! Roubo! É óbvio que só pagamos porque não tinha mais o que fazer, afinal, já havíamos comido. Mas juro que se tivesse um talão de cheques teria feito questão de passar um voador.
É, bem que dizem que o Moinhos de Vento anda cheio de ladrões.....

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Pra quem gosta de Jamiroquai recomendo o DVD Live in Verona. Simplesmente fantástico. JK matou à pau e fez um show muito empolgante mesmo debaixo de muuuuuita água. Negão, amei o presente.

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Tô viciada em Sex and The City. Tá, eu sei que a série passava na TV e há algum tempo terminou. Inclusive já vi até o filme e foi por causa dele que viciei na série. Agora todos os domingos eu alugo um episódio na locadora e passo um tempão na companhia da Carrie, Samantha (que eu acho a melhor de todas), Miranda e Charlotte. Parece até que já estive em NY, porque já conheço o nome das ruas e a localização das coisas na cidade de tanto assistir. Adoro o Mr. Big e sofri no episódio que ele casou com a Natasha. Mas eu também adoro o Steve, que é a antítese do Big.
Na próxima encarnação vou pedir muito pra voltar no Sex and The City. Senhor, escutai as nossas preces.

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Faltam 7 dias pra primavera. E 97 pro verão.

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Continuo tentando ir ao show da Madonna. Se alguém souber de excursões, pacotes ou ingressos pra vender, please, me avise.

nariz de borracha
trupico
mme. mean
famous frogs
holy moments of a waking life